Se a ideia de começar terapia te dá um aperto no peito, você não está sozinho.
Muita gente adia a decisão por meses — às vezes anos — não por falta de necessidade, mas por medo. Medo do desconhecido.
Medo de se expor.
Medo de mexer em coisas que parecem frágeis demais.
Se você está tentando entender como dar o primeiro passo com segurança, veja o guia completo sobre como começar terapia.
Isso já ajuda a transformar o medo em informação.
E informação reduz ansiedade.
Por que começar terapia dá medo?
A terapia envolve falar de emoções, histórias e conflitos que, muitas vezes, foram guardados por muito tempo.
É natural que surjam pensamentos como:
“E se o psicólogo me julgar?”
“E se eu chorar e não conseguir parar?”
“E se eu descobrir coisas que não quero ver?”
“E se eu não souber o que dizer?”
“E se eu perceber que estou pior do que imagino?”
Essas perguntas não significam que você não está pronto.
Elas mostram que você se importa com o que vai encontrar.
O medo não é um obstáculo.
Ele é parte do começo.
Vergonha de falar: o medo mais comum
Um dos receios mais frequentes é a vergonha.
Vergonha de falar coisas íntimas.
Vergonha de parecer fraco.
Vergonha de não ter um “problema grave o suficiente”.
Mas a terapia não funciona por comparação de sofrimento.
Não existe escala de dor válida ali dentro.
O que dói em você é legítimo.
E o psicólogo não está ali para julgar. Está ali para ouvir.
A sala de terapia é, por definição, um espaço sem julgamento.
“Eu não sei por onde começar”
Outra ansiedade comum é achar que precisa chegar com tudo organizado. Como se a terapia exigisse uma apresentação bem feita. Não exige. Você pode literalmente começar dizendo: “Eu não sei por que estou aqui, só sei que não estou bem.”
Isso já é material suficiente.
O papel do terapeuta é justamente ajudar a organizar o que parece confuso.
Ninguém entra na terapia pronto. A terapia é o lugar onde a organização acontece.
Se quiser entender mais sobre o processo completo do início da terapia.
Medo de chorar na frente de alguém
Chorar na terapia não é fracasso.
É linguagem emocional.
O choro não é perda de controle. É expressão.
E psicólogos são treinados para sustentar emoções intensas sem invadir, sem pressionar, sem dramatizar.
Você não precisa se proteger ali.
A terapia é um dos poucos lugares onde você não precisa ser forte o tempo todo.
Medo de “descobrir coisas”
Muita gente evita terapia por receio de encarar partes difíceis da própria história. Mas a terapia não força revelações. Ela respeita o ritmo da pessoa.
Você não é empurrado para nada que não esteja preparado para ver.
O processo é gradual. Seguro. Acompanhado.
Você não caminha sozinho dentro da terapia.
E se eu começar e desistir?
Também é comum pensar:
“E se eu não gostar?”
Você pode parar.
Você pode trocar de profissional.
Você pode ajustar a frequência.
Terapia não é contrato de prisão.
É escolha contínua. E essa liberdade faz parte do cuidado.
Coragem não é ausência de medo
Coragem não é não sentir medo. É agir apesar dele. O medo de começar terapia não significa que você não deve ir.
Significa que você está diante de algo importante.






