As relações afetivo-sexuais não são de livre escolha, por conta do inconsciente que nos habita, assim como as posições dos amantes não são iguais, cada um possui sua fantasia e seus recursos para relacionar-se.
Uma relação amorosa é feita através de uma escolha “recíproca” e numa dialética de posições entre sujeito amoroso e objeto amoroso entre os envolvidos. Em uma relação amorosa cada uma das partes tem todo e apenas o poder de dar fim a relação, já a continuidade desta é um poder compartilhado entre os dois, não se ama sozinho. Existem variadas dinâmicas relacionais.
Nas reações onde predomina a fusão, são relações simbióticas em que as identidades dos parceiros são esvaziadas e alienadas de si mesmas, os dois desejam ser um, mas para que isso ocorra deve haver uma destruíção de si mesmos para se fundirem.
Essas relações são marcadas pelo apego excessivo, desejo desesperado de possuir o outro, completá-lo, sem que possa surgir a falta que é estrutural no ser humano e nas relações.
A individualidade é sacrificada em prol da fusão do casal, ocorre a morte da singularidade de cada um para que exista a tentativa do encaixe perfeito, sem espaço nenhum para que exista aquilo que faz de cada um único. Logo surge uma sensação de não-existência longe um do outro, o desejo singular fica sufocado pela presença excessiva.
Essa relação fusional não acontece sem conflitos, visto que se houver um movimento de individualidade de uma das partes, o outro poderá cobrar, atacar e chantagear para que novamente se tornem um.
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