Expectativas podem ser compreendidas como desejos, esperanças ou projeções sobre situações, pessoas e relações. Com frequência, as expectativas não são tornadas visíveis e permanecem implícitas, como uma forma de resguardar sentimentos e minimizar o risco de frustração.
Ainda assim, expectativas não comunicadas continuam influenciando pensamentos, emoções e comportamentos. No contexto dos relacionamentos, as expectativas exercem papel central na forma como as interações são vivenciadas.
Frustrações frequentes podem surgir não apenas pelo comportamento do outro, mas pela ausência de comunicação clara sobre o que se espera da relação. Quando desejos e necessidades não são expressos, sentimentos como tristeza, raiva ou decepção tendem a aparecer, mesmo que o outro não tenha consciência do que era esperado.
Além disso, é comum a ocorrência da distorção cognitiva conhecida como leitura mental, caracterizada pela crença de que é possível saber o que o outro pensa ou sente sem evidências concretas.
Esse padrão de pensamento costuma basear-se em suposições, frequentemente negativas ou exageradas, o que contribui para interpretações distorcidas e conflitos interpessoais. Um aspecto importante na reflexão sobre expectativas envolve o reconhecimento interno dos próprios desejos.
Questionar se são realistas, possíveis de serem alcançados e se promovem segurança para ambas as partes pode favorecer relações mais saudáveis. Da mesma forma, considerar que o outro também possui expectativas, limites e necessidades próprias amplia a compreensão da relação. Nesse sentido, tornar as expectativas mais conscientes, comunicáveis e ajustadas à realidade pode contribuir para interações mais claras, respeitosas e emocionalmente sustentáveis.
Compartilhar este artigo



