Esse vocabulário costuma aparecer quando você estabelece limites.
Quando diz até onde alguém pode ir — e até onde não pode. Surge quando você escolhe não ter filhos.
Quando decide ir embora. Quando não abre mão do próprio trabalho.
Quando não aceita ser agredida — nem física nem verbalmente.
Quando se recusa a engolir humilhações. Quando diz “não”.
Quando fala. Quando denuncia.
Quando se recusa ao silêncio.
Há também palavras destinadas à mulher que levanta outras mulheres.
Àquela que se posiciona.
Àquela que deseja, simplesmente, continuar viva.
Sempre que uma mulher se afasta da expectativa masculina, os rótulos costumam surgir com rapidez: “egoísta”, “rancorosa”, “mal-amada” — e tantos outros.
Essas palavras funcionam como uma tentativa de disciplinar comportamentos, de empurrar de volta para o lugar esperado.
E, no fim das contas, os rótulos vêm. Eles sempre vêm. Mas existe algo pior do que ser chamada de “egoísta” ou “rancorosa”: abrir mão da própria segurança para não desagradar, abrir mão da própria autonomia para caber na expectativa de alguém; permanecer onde não é seguro para fugir da fama de “difícil”.
Que, apesar dos rótulos impostos pela linguagem a toda mulher que ousa se impor, você possa traçar seus limites e priorizar a autopreservação. Se preciso for, que sejamos tudo aquilo que tentam usar contra nós — menos a próxima vítima.
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