Acredito que o melhor a se fazer num primeiro momento, é me apresentar, mas acho curiosa essa sentença "quem sou eu?", e justamente por não saber (não totalmente, não o tempo todo), eu a deixo com um ponto de interrogação (ao invés de utilizar os dois pontos), porque é uma pergunta que eu, com certa frequência, faço a mim mesma...
Eu me chamo Yasmin e esse é um nome que eu levei um certo tempo para gostar, mas hoje eu acho que ele até tem a ver comigo, sabe!?
Por muito tempo, eu aceitei o papel que me deram (principalmente meus pais) e (sobre)vivia fazendo o que eu achava que esperavam que eu fizesse, até que chegou num ponto da vida que eu descobri algo que eu achava que realmente queria, mas eu não pude, a princípio, justamente porque "eu não fui criada pra isso". E essa foi a primeira vez que eu tive que lutar por algo, e pra ser quem eu estava descobrindo que era!
Naquele momento, foi para poder praticar muaythai, esporte que eu ouvia dizer que não era para mulheres e que, olhando para minha imagem, jamais diriam que eu pudesse fazer isso... outro fato sobre mim é que eu sempre questionei esse lugar da mulher na sociedade (mesmo quando eu acabava sucumbindo à pressão social).
Então percebi que o significante "luta" tem um papel importante na biografia que venho escrevendo até então, pois as melhores coisas que eu conquistei, eu tive que lutar por isso, simbólica ou literalmente, mas sempre lutando.
Depois do muaythai, eu conheci o jiu-jitsu, onde tive que aprender a dividir (ou multiplicar, use a operação matemática que preferir) minha atenção e o meu amor pelos esportes de combate, e só depois desses dois, é que apareceu a Psicologia na minha vida, e ela veio muito influenciada pela forma que eu me senti comigo mesma (de uma forma bastante negativa e pessimista) no meu primeiro campeonato de muaythai.
Antes disso, eu admirava a área, mas nunca tinha me visto como uma profissional e hoje, amo esse trabalho!
(PS: venci a luta, mas acima de tudo, venci a minha maior adversária naquele momento: eu mesma!)
Comecei minha carreira profissional dando aula de muaythai e participando dos eventos enquanto árbitra; escolhi a faculdade que além de ter Psicologia do Esporte na grade curricular, também ficasse mais perto da minha equipe, para que eu pudesse continuar treinando; e hoje sou grau preto no muaythai e faixa roxa no jiu-jitsu, pós graduada em Psicologia do Esporte e sigo me aperfeiçoando por aí, seja nas salas de aula, nos tatames, nos ringues ou na própria internet.
Assim, trabalho tanto com demandas ligadas ao esporte, enquanto psicóloga do esporte (que, ao contrário do que alguns pensam, não é somente para atletas de alto rendimento); quanto com a área clínica, em que utilizo da psicanálise e tenho uma visão direcionada ao público feminino e suas (nossas) demandas.
Essa é um pouco da minha história, mas o que eu quero saber agora é: e qual é a TUA história? Me conta!?