Você já se viu em uma situação na qual todos riem do seu desconforto?
Relações destrutivas te colocam em situações nas quais a sua dor é o combustível do sorriso do abusador. Pode ser sua mãe, seu pai, seu companheiro ou companheira: a humilhação pública faz parte de um ritual de desumanização.
Essa é uma conduta que, quando feita repetidamente, tem o poder de ir minando sua autoestima.
Seja em reuniões familiares ou encontros entre amigos, sempre haverá uma oportunidade para o abusador te inferiorizar e fazer você acreditar que estão rindo com você, e não de você.
Essa conduta faz com que você duvide até mesmo da própria percepção dos fatos e passe a se perguntar coisas como: será mesmo que foi assim? Talvez eu esteja exagerando.
Você sabe exatamente o que aconteceu, como aconteceu, e onde doeu, mas a forma do abusador conduzir a situação é uma continuidade do abuso.
A manipulação do discurso - gaslighting - é o adubo que faltava na semente da insegurança, que foi plantada lá atrás.
E estar restrita à um meio que reafirma a força do abusador enquanto ecoa a gargalhada de sua humilhação, só irá tornar a sua vida um terreno fértil para os abusos que se seguem.
Esteja atenta: humilhação, isolamento e manipulação não fazem parte de um relacionamento sadio.
Quando esses sinais já invadiram sua relação, é hora de colocar a sua autopreservação em primeiro lugar.
Perder alguém que você acredita amar não irá doer tanto quanto perder a si mesma tentando se mostrar digna desse amor.
Referências
NEAL, Avery. Relações destrutivas: se ele é tão bom assim, por que eu me sinto tão mal? / Tradução de Sandra Martha Dolinsky. São Paulo: Editora Gente, 2018. 256 p. Beatriz Lira CRP 18/8244
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