A autocrítica é um sinal de amadurecimento.
Mostra que nos tornamos mais autônomos e conscientes sobre a própria vida e isso é parte natural do nosso desenvolvimento. Mas ela pode se tornar danosa quando vivida de forma excessiva, sem respeitar o nosso tempo e o processo de crescimento.
A autocrítica saudável nos ajuda a olhar o caminho percorrido, rever passos e tomar decisões mais alinhadas com quem somos. Porém, quando ela começa a nos diminuir, é sinal de que algo precisa ser revisto.
Vivemos em ambientes cada vez mais competitivos, que exigem excelência, produtividade e conquistas constantes. Nesse ritmo, quase não há espaço para errar, tropeçar, descansar e, muitas vezes, nem para respirar.
Com isso, a autocrítica passa a nos cegar: não conseguimos enxergar nossas conquistas, nem viver o prazer de admirar quem somos e o quanto já caminhamos.
Toda energia vai para buscar o que ainda falta, e não o que já floresceu.
Mas... quem ganha com tanta exigência? Podemos até conquistar muitas coisas.
Mas a que custo? E será que conseguimos realmente celebrar?
Ou seguimos sem pausa, sempre com um novo ponto a melhorar, um novo ideal a alcançar? Que a nossa autocrítica seja fruto da consciência e não de uma cobrança.
Que a gente aprenda a se olhar com gentileza, reconhecendo as próprias evoluções e curtindo o percurso, mesmo com as imperfeições pelo caminho. Samantha Cassimiro CRP 02/18894
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