Acredito que um dos grandes objetivos da vida seja sermos quem somos, sem nos negar.
Muitos sofrimentos emocionais surgem quando, por diferentes motivos, as pessoas não conseguem ser elas mesmas.
A necessidade de agradar, seguir roteiros pré-estabelecidos ou viver papéis que não correspondem aos próprios desejos pode gerar distanciamento da própria identidade e impactar o bem-estar emocional.
Encontrar a própria identidade e viver de acordo com essa autenticidade é, de fato, um caminho desafiador, mas essencial para a saúde mental.
Trata-se de um processo que exige reflexão, autoconhecimento e disposição para lidar com as consequências de escolhas mais alinhadas a quem se é.
Na sociedade atual, somos constantemente levados a nos encaixar em determinados lugares, padrões ou expectativas. Isso não é, necessariamente, um problema, desde que esses espaços sejam aqueles nos quais nos sentimos bem e livres.
Quando o encaixe exige rupturas internas ou negação de si, o sofrimento pode emergir.
Não é simples negar padrões, especialmente quando eles se apresentam como mais “atrativos” ou “confortáveis”. Ainda assim, a busca constante por aceitação externa pode se tornar exaustiva e, muitas vezes, insatisfatória, quando não está em sintonia com a própria identidade.
Aceitar a si mesmo, com desafios, limites e imperfeições, é um passo fundamental para a construção de uma vida mais plena e significativa. Esse processo envolve reconhecer desejos, anseios, potencialidades e limitações, compreendendo que a autodescoberta é contínua e faz parte do desenvolvimento humano.
É essa jornada que dá gosto à vida. Que dá sentido. Que pode trazer prazer e alegria. Que possamos, ao longo do tempo, encontrar nossos lugares para estarmos em liberdade.
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