Quando eu não comunico o que quero ou preciso e guardo tudo para mim, eu tiro do outro a chance de saber o que está acontecendo.
E, muitas vezes, também tiro a chance de ser acolhido/compreendido.
Vale-se perguntar:
Como você costuma comunicar?
O que deseja ou necessita?
Você consegue falar com clareza?
Ou espera que o outro perceba sozinho, sem que você diga nada?
Antes de comunicar, existe um passo interno: reconhecer o que está acontecendo dentro de mim. Emoções, sensações, pensamentos. Nem sempre isso vem pronto.
Às vezes, a gente só percebe depois — quando já está cansado, irritado ou distante.
Quando eu consigo nomear o que sinto, falar em primeira pessoa muda a conversa.
Dizer “eu me sinto inseguro quando...” ou “eu preciso de...” não resolve tudo, mas torna o diálogo possível.
A outra pessoa entende melhor o que está em jogo.
O silêncio costuma parecer mais seguro.
Ele evita o desconforto, o conflito, a exposição.
Mas aquilo que não é dito vai se acumulando.
E, com o tempo, pode virar mágoa, afastamento ou uma expectativa silenciosa de que o outro deveria entender.
Também vale observar o tom. “Você nunca me entende” geralmente fecha portas. “Eu me sinto sozinho quando tento falar e não sou ouvido” abre uma conversa diferente.
A conversa costuma fluir melhor.
Falar sobre emoções envolve cuidado.
O mais importante é conseguir me colocar com clareza e tornar a convivência mais honesta.
Muitas vezes, isso já muda muita coisa.
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