O Transtorno de Ansiedade Social é um transtorno mental caracterizado por medo intenso e persistente de situações sociais ou de desempenho nas quais o indivíduo acredita que será avaliado negativamente.
Esse medo não se limita à timidez ou à insegurança ocasional, mas envolve sofrimento significativo e prejuízos no funcionamento social, acadêmico e profissional.
Pessoas com esse transtorno tendem a vivenciar grande desconforto em situações como falar em público, participar de reuniões, iniciar conversas, expressar opiniões ou realizar atividades sob observação.
A preocupação central está relacionada ao receio de parecer inadequado, cometer erros, ser julgado ou rejeitado, o que frequentemente leva à antecipação ansiosa e à evitação dessas situações.
Os sintomas da ansiedade social envolvem componentes emocionais, cognitivos e fisiológicos. Em nível emocional, observa-se ansiedade intensa e medo persistente.
Do ponto de vista cognitivo, são comuns pensamentos automáticos negativos, autocrítica excessiva e expectativas de avaliação desfavorável.
Já no aspecto físico, podem ocorrer taquicardia, sudorese, tremores, rubor facial, tensão muscular, náusea e sensação de “branco” mental. Esses sintomas tendem a se intensificar diante da exposição social real ou antecipada.
O diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Social é realizado por profissionais de saúde mental, a partir de critérios clínicos bem estabelecidos.
A avaliação considera a frequência, a intensidade e a duração dos sintomas, bem como o grau de prejuízo funcional.
Essa diferenciação é essencial, pois experiências de ansiedade social leve fazem parte do desenvolvimento humano e não configuram, necessariamente, um transtorno.
No campo do tratamento, as abordagens baseadas em evidências apontam a psicoterapia como um recurso central no manejo do transtorno.
De forma geral, o acompanhamento psicológico busca auxiliar o indivíduo a compreender os mecanismos da ansiedade, lidar com o medo de avaliação social e desenvolver habilidades sociais, sempre de maneira gradual e estruturada.
Em alguns casos, a avaliação psiquiátrica e o uso de medicação podem ser considerados como parte de um plano terapêutico mais amplo, conforme critérios clínicos.
A ansiedade social, quando não reconhecida e acompanhada, pode levar ao isolamento, à limitação de oportunidades e ao impacto negativo na qualidade de vida.
Por outro lado, o acesso à informação de qualidade, a identificação precoce dos sinais e o encaminhamento adequado para cuidados especializados contribuem significativamente para melhores desfechos.
Promover o conhecimento sobre o Transtorno de Ansiedade Social é uma forma de ampliar a conscientização, reduzir estigmas e favorecer o cuidado em saúde mental, respeitando os limites éticos e científicos da prática psicológica.
Referências
American Psychiatric Association. (2022). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (5a ed., texto revisado).
Arlington, VA: American Psychiatric Publishing. Stein, M. B., & Stein, D. J. (2008). Social anxiety disorder. The Lancet, 371(9618), 1115– 1125.
Heimberg, R. G., Hofmann, S. G., Liebowitz, M. R., Schneier, F. R., Smits, J. A. J., & Stein, M. B. (2014).
Social anxiety disorder in DSM-5. Depression and Anxiety, 31(6), 472–479.

Transtorno de ansiedade social
Compreendendo o medo persistente de avaliação social.





